Adorei o filme “Beijo Roubado”, um filme sensivel que mexe com as emoções de quem assistiu, ( não é a toa que foi o mais votado)
Acho que os personagens do filme representavam o tempo que cada um leva para entender o fluxo da vida.. o caminho , o tempo que cada um leva para ficha cair, para deixarem as coisas aconteceram, para a vida seguir a diante.
No caso do Jude Law, o que ele sabia que ele queria era cuidar do restaurante e se curar de um amor mal resolvido e daquela forma ele estava entendendo a vida, até vendo as relações humanas que se passavam naquele lugar.
Qto a Norah, os acasos que se ela não viu mas sentiu, conseguiu enxergar a possibilidade de ter encontrado alguém especial mas que naquele momento não estava preparada para realmente ficar inteira para aquela relação.
A viagem que ela fez foi para realmente ver que ela podia viver sem aquele amor que ela idealizou, conhecer outras coisas e dai aprender com os encontros da vida.
Na viagem, conseguiu ver que o problema dela “dor de cotovelo” nao era um PROBLEMA ao ver a vida que as pessoas que ela cruzou levavam. .. do policial alcoolatra, da Natalie que só fez as pazes com o pai quando já era tarde..
E dai ela pode voltar para cidade dela, reencontrar o Jude Law, não por ele ser a alma gêmea mas sim em não ter medo de se relacionar com uma pessoa que ela se interessou.
Moral do filme: Aproveite os momentos especiais da vida que são únicos.’.. e outras coisas mais…
beijos
Mei

já escreveram alguns pontos que eu ressaltaria também então vou por outro caminho.

Tem um detalhe subjetivo que me chamou a atenção: as personagens de Rachel e Natalie tem postura e olhar forte. Parecem mais decididas mais incisivas. Ainda que Portamn tenha, em geral uma beleza baseada em sua fragilidade aparente. Nesse filme ela brilha forte. Já Norah faz uma personagem de aparência e personalidade frágil. No decorrer do filme percebemos que na verdade a personagem da Norah é mais firme em seu propósito, enquanto que as outras sucumbem a sua fragilidade.

Aliás, vocês não acham que as personagens femininas dos filmes do Kar Wai têm sempre essa ambiguidade entre a força e a fragilidade. E carregam nisso um tom erótico?

As características estéticas de Kar Wai estão em Beijo Roubado mas mesmo assim é um filme um pouco diferentedos outros. Por exemplo: tem mais planos fechado. Os filmes dele usam muito os abertos.

D fala da trilha sonara. Sem dúvida, é bonita e tem parte importante na construção do clima. Assim como nos outros filmes dele, a música tem quase um papel dramático.. As duas canções da Cat são lindas.

Henrique Crespo

O chinês Kar Wai Wong filma os melhores ângulos de quem sofre. Ele é mestre em relatar o lado B das pessoas. Há sempre o abismo, há sempre o poço e os personagens de My Blueberry Nights estão constantemente num embate com a impossibilidade de realização do desejo.

Diretor-mestre de cores quentes e saturadas, e lá vai os nossos sentimentos seguindo as mesmas sensações. Mas é um olhar estrangeiro, sem registros de tomadas turísticas, no filme a música é a casa do diretor (em registro numa língua estrangeira).

Todos os personagens estão às voltas com uma inquietude voltada à noção do pertencimento. Arnie quer pertencer à Sue, Leslie quer pertencer ao pai, mas seu ceticismo a impede, Lizzie parte em busca do que é e em direção ao que cabe ser, segue o seu desejo para também ser reconhecida pelo que experimenta – do gosto amargo da morte, ao doce sabor da aproximação da torta de mirtilo de Elizabeth. Norah Jones é a estrangeira do filme o que só contribui para a autenticidade do filme.

O que reside à margem do olhar? Periferia, centro, nativo, estrangeiro, circunstâncias permutáveis de uma condição comum – a do humano, a do amor – escolhe o beijo e Elizabeth torna-se sujeito e cidadã do seu afeto após cruzar pelo seu submundo – real, simbólico – particular.

O que é mais lindo, lindo nos filmes do chinês é que a tranformação em seus filmes é possível, basta olhar para ela.

Mara Toledo

( Já no trailer, “How often do you find the right person? … ONCE”. )

Eis que então as cores quentes e belas transformam meu dia. My Blueberry Nights. Um desses filmes que marcam. Uma sensação íntima com cada personagem, com cada estória. Rachel Weisz me surpreendeu. Nunca a admirei, a achava uma boa atriz e c’est tout. Mas na pele de Sue Lynne, a mulher dá um show. E todas aquelas nossas certezas ficam tão incertas diante do que é fatal. E morremos. Vivas. Natalie Portman sempre sempre sempre incrível. E linda. E a cada personagem, mais ela nos convence parecer ser feito pra ela. E só pra ela. Ninguém a faria melhor. Norah Jones estréia como atriz. E banca. Com propriedade. Tenho aprendido aos poucos a gostar do Jude Law. E o Jeremy contribuiu ainda mais pra isso. Na medida certa. Com toda ternura. Até Cat Power dá o ar da graça como Katya. Bonita. David Strathairn nos presenteia com um Arnie sofrido, que luta, a seu modo, mas deixa de apostar suas fichas quando a porta se fecha. Muitas portas. Todas se fecham e abrem outras paisagens. E talvez seja exatamente isso. Fechar portas, seguir caminhos diferentes, se descobrir e voltar para abrir outras novas. A trilha sonora completou meu encantamento. E me fez sair do cinema transformada. Por pessoas e por suas singelas e intensas emoções.

D.

People,

começamos então nosso sarau pelo filme:

Um Beijo Roubado ( My Blueberry Nights ), do Wong Kar Wai

Bora lá!

Besos!

D.

Open Your Eyes…

Abre Los Ojos!

People,

segue a lista das sugestões. Mandem mais ou votem!

LITERATURA:

É claro que você sabe do que estou falando, de Miranda July

Na Praia, de Ian McEwan

    CINEMA:

    Um Beijo Roubado ( My Blueberry Nights ), do Wong Kar Wai

    Closer, do Mike Nichols

      No proximo post, a lista de votos e nosso escolhido da vez!

      Beijo, beijo, beijo.

      D.

      Open Your Eyes…

      Abre Los Ojos!

      People,

      usem o espaço COMENTÁRIOS para sugerir nosso primeiro tema!

      Lembrem-se que vale tudo: Literatura, Cinema, Música…

      Beijo pra quem é de beijo!

      D.

      Open You Eyes…

      Abre Los Ojos!

      E então aqui estamos, quase naquele nosso bom e velho sarau, um canto onde a gente possa discutir cultura e eleger um filme, ou um livro, ou uma banda ou o que a gente quiser – todo mundo pode sempre sugerir coisas – e pseudofilosofarmos a respeito.

      O bacana aqui é fazer com que esse seja um espaço onde a gente possa não só somar idéias, conhecimento, interpretações e devaneios, como também se divertir horrores e delirar um pouquinho. Viagens, viagens… Tão bom!

      Sugiram, ladies! Um livro instigante, um filme paralisante, uma música cacete, aquela banda polêmica, um romance clichê… Tudo vale! Democraticamente votaremos e elegeremos a bola da vez!

      Cheers!

      Beijo, besos, baci, bisous, kisses, XX.

      D.

      Open Your Eyes…

      Abre Los Ojos!